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Se eu tivesse trabalho, poderia sair da pobreza. Se o estado desse visão, se a população conhecesse o mundo, saberia como viver. Estamos a caminhar, passo por passo.  Agusto José Macane, 57, Chai Sede, Distrito de Macomia, Cabo Delgado, 14.1.10 Eu gosto de ser camponês, e gostaria de fazer uma agricultura de ter uma boa produção, para ter 3 refeições por dia por todo ano. Queria ter uma machamba maior, incluindo cajueiros, fruteiros.  António Jacinto, 57, Nova Zambezia, Distrito de Macomia, Cabo Delgado, 14.1.10 Durante a época de fome é difícil: trabalha-se sem força. Sair da pobreza, da insegurança para mim sería se tivesse algo pelo meu benefício.Eu sou novo na zona,sou de Niassa. Gostería fazer hortícolas,como batata reno, tomate, cebola. Sería uma fonte de dinheiro.
 Mateus Wanesela, 55, Nova Zambezia, Distrito de Macomia, Cabo Delgado, 14.1.10 Conclui a décima classe em 2009, gostaria de fazer a 12 classe mas não tenho dinheiro para matricular-me, são 2000 Mt. Quero ir ao internato em Montepuez, conhecer outro lugar, onde tem computadores. Estou a trabalhar nas machambas de manhã e tarde para ter dinheiro de transporte. Sou conhecido em toda aldeia devido ao bom trabalho que faço. Assim consigo ganhar 50 Mt por dia. Sair da pobreza seria conseguir um emprego, ter comida para ajudar a minha avó, e ter dinheiro para continuar com os meus estudos.  André Malane, 24, Distrito de Macomia, Cabo Delgado, 15.1.10 Me sentiria já um pouco estabelecido se pudéssemos vender gergelim. Más não chegam comerciantes, somos dependentes deles, eles marcam o preço. Temos potencial em termos de hortícolas, mas não temos um comprador fixo, os preços são baixos. Ter um comerciante, ter um bom preço séria importante.  Alexandro António, 45, Napuilimuite, Distrito de Mecufi, Cabo Delgado, 19.1.10 Aínda não sai totalmente da pobreza, falta ter uma casa com um teto melhor. Se pelo menos tivesse uma machmaba grande, garantiria comida para todo o ano. Gostaria de comprar roupa bonita para toda família Mas como nunca consigo guardar dinheiro –aínda não sai da pobreza.  Diniz Nicotope, 55, chefe de aldeia, membro da associação, Zambene, Distrito de Mecufi, Cabo Delgado, 20.1.10
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